Onde andam os nossos «sucessos»?
Músicos desaparecidos
em palco (I)
Por
falta de ideias para fazerem novas composições, falta de patrocínio para
publicarem novos álbuns, por questões de saúde ou por um outro motivo, muitos
dos músicos que outrora e, quiçá até mesmo nos dias de hoje, foram considerados
sucesso acabaram por cair no esquecimento. Embora algumas das suas músicas
ainda são frequentemente ouvidas, o certo é que não vemos novas publicações,
para uns, e para outros desapareceram dos palcos. O SA traz aqui a primeira lista
dos que estão a ser «procurados» no music-hall angolano, dado o grande
contributo que muitos deles deram para a internacionalização da nossa música e
não só.
Romão Brandão
1 - Nila Borja – «Bolinha no
pé»
Danila
dos Santos Burity Vaz de Borja, ou simplesmente Nila Borja, teve o último
encontro, com os fãs no ano de 2008, no Cine Atlântico, com a apresentação do disco «Outra». Este CD, que surge no mercado 10
anos depois do seu primeiro trabalho «Muhato Ofele», trouxe de volta uma Nila
mais madura e experiente, apesar do mesmo ter sido feito a pensar no público
que a viu no «mundo dos pequeninos».
Apesar de ter contado
com os préstimos de Paulo Flores, Heav C, Anselmo Ralph, três cantores
conceituados do nosso mercado, o álbum não foi um sucesso como até hoje é a
música «Bolinha no pé» para as nossas criancinhas. Talvez seja por isso que fez
com que desaparecesse dos palcos.
Nila
Borja fez parte da infância de muitas crianças angolanas. Começou a dar os
primeiros passos da minha carreira em 1990, tendo como músicas sucesso:
«Missangas Musicais» e «Bolinha no pé».
2 - Isidora Campos – acabou o «Sambapito»?
Ela ficou famosa com uma
participação, no disco de estreia de Beto de Almeida, interpretando a canção
«Sambapito». Iniciou a sua carreira numa altura bem-aventurada da música
infanto-juvenil, participando em espectáculo musicais promovidos, na altura,
pela Rádio Nacional de Angola e transmitido pelo Televisão Pública de Angola. «Mais
amor Chissoka»(1999), «Tabu» e «Reflexos» são os três discos lançados por
Isidora.
A doce kizomba «Sambapito» ainda
toca nos convívios dos dias de hoje e a Isidora Campos faz tempo que não
apresenta novos trabalhos aos seus fãs. «Sambapito» também acaba, e quando isto
acontece a boca fica amarga, entretanto, a jovem cantora deve saber disto, pois
qualquer dia deixa de ser ouvida e cai no esquecimento.
Numa entrevista, a cantora mencionou
que os artistas que não se afirmam no mercado, nem sempre se trata de má
qualidade de sua parte, as vezes o problema está relacionado com os agentes e
promotores musicais, que chamam cantores da sua conveniência, deixando de fora
os melhores na óptica do povo.
3 - Pato – o mulato da «Mulata»
Alegadamente, em finais do ano de 2009
(depois de 7 anos de silêncio), o músico Pato reaparecera no mercado
discográfico nacional com um novo trabalho, embora não se tenha certeza de que
o disco foi mesmo lançado. O álbum de título «Mãe Negra» foi produzido pela
Giva Music (produtora dos irmãos e músicos cabo-verdianos Gil e Vado Semedo).
O cantor que diz ter vendido, no seu primeiro disco intitulado «Angola e Cabo Verde em Mim», mais de 60 mil cópias, cujos benefícios eram totalmente da produtora, estrelou-se em 1989, também com participação dos irmãos Semedo, além da Dina Medina e Suzana Lubrano. Neste trabalho integravam algumas músicas como «Sofrimento de Criança», «Sely» e o grande sucesso «Mulata».
Dada a repercussão que teve aquele álbum, o menino do Huambo esteve em mais de 46 países cantando e levando, principalmente, o nome de Angola no coração. Já ganhou num dos shows na Holanda o prémio de melhor músico internacional, discos de platina, ouro e prata. Agora, o que poucos sabem é por onde anda o «mulato» e o porquê da sua ausência nos palcos.
4 - Bell do Samba – é «Katuta»
Bernardo
Mateus Francisco ou simplesmente «Bell do Samba», também conhecido como o homem
da «Katuta» - a sua música mais popular. Ausente dos palcos há 14 anos, em 2010
noticiou-se o lançamento do seu segundo álbum discográfico intitulado «Vocês
gostam».
Segundo o
mesmo, em declaração à imprensa, a sua ausência deveu-se sobretudo à falta de
apoios para dar continuidade ao seu trabalho. “Andei ausente por duas questões:
falta de verbas, por um lado, e, por outro, quem muito aparece aborrece. Apesar
de tudo nunca parei e mesmo sem lançar o disco, tinha sempre espectáculos.
Tinha convites para as discotecas, etc.”, explicou, na altura.
Evidentemente,
passaram-se três anos desde que fez aquelas declarações que não é visto diante
do público cantando e alegrando a multidão com os seus toques. O filho do Sambizanga
acabou por lançar um álbum cujas músicas não são sequer tão ouvidas quanto a
«Katuta» - que fazia parte do seu primeiro trabalho discográfico e até agora é
sucesso inesquecível.
Bell
começou a cantar com 15 anos, na escola Óscar Ribas, depois da formação do
grupo infantil Oscarences, tendo passado posteriormente para conjunto «Os Anjos»
e por último o agrupamento musical do Estado Maior do Exército designado «O
Facho». Com a sua extinção, optou pela carreira a solo que vem desenvolvendo
até ao momento.
5 - Mito Gaspar – «O que
será?»
«Quem te
viu e quem te vê», Mito Gaspar. «O que será» deste grande cantor e compositor
das terras da Palanca Negra? Informações a que tivemos acesso dão conta que o
músico tomou a decisão de abandonar a cidade capital e procurar outros meios de
subsistência na sua terra natal. Actualmente, está a apostar no sector
hoteleiro erguendo um projecto turístico em Cangandala, “a arte, de um modo
geral, ainda não tem o cunho de valorização que merecia ter e que
possibilitasse ter uma vida desafogada para sustentar a família”, disse numa
entrevista.
6- Lito Dias – «Tem valor» a menos
Em 2006, depois de cinco anos da sua estreia no
mercado nacional, foi noticiado que Lito Dias faria o lançamento do disco «Carente
de Amor». Este artista considerou, na altura, que aquele álbum tinha diferenças
acentuadas em relação ao primeiro, no que diz respeito as mensagens,
acreditando inclusive no sucesso imediato de pelo menos seis, das oito músicas
que continham. (Estava muito confiante!).
No mesmo ano (2006), Lito dias, também autor do
álbum «Clamor de Rua», publicado em 2001, participou de uma digressão nas
províncias da Lunda-Norte, Lunda Sul, Saurimo, Moxico, Malanje e Kuando
Kubango, realizada pela produtora Woofer Audio – de Alcas Fernandes. Desde esta
altura nunca mais ouvimos falar do autor da música «Tem valor»; por onde anda e
com quem; se tem novas composições; desistiu ou a sua música «perdeu o valor».
7 -Sabino Henda - «Embrião» deformado?
É do Bié, e foi no Bié, em 1980, no
Programa Pió-pió que Sabino Henda começou a sua carreira musical. Mais tarde, juntou-se
a mais alguns jovens e formaram o primeiro Grupo musical do Bié, chamado «Os
Proletários». Depois mudaram o nome para «Os Ndundumas do Bié» e em 1982 o
grupo se desfez. O seu primeiro trabalho discográfico foi lançado em 1998, com
o título «Sobrevivo só».
Ao longo da sua carreira, Sabino
Henda conquistou vários prémios: TOP dos Mais Queridos, em 2003, Variante e a
Canção de Luanda em 2000, Nação Coragem no ano de 97, Direitos Humanos (1999),
e TOP Rádio Luanda.
Sabino Henda já publicou quatros
discos: «Sobrevivo Só», «Hami Olõ» (2000), «Poeira Velha» (2003) – de onde está
incluído a música muito ouvida «Embrião» - e «De lá para Cá» (2007). O dono da
música «Embrião» estará a ficar deformado, pois não nasceu ainda produtos novos
do seu talento musical.
8 - Esmeralda – «Ndarissessa»
Estava previsto o lançamento de um novo álbum da artista Esmeralda
Quissanga, no ano de 2009, neste caso a sua segunda obra, depois do disco «Mulher»(2008),–
esta é a última informação actualizada sobre ela que também encontra-se
desaparecida, tanto em palco, quanto no que concerne à novas publicações. Se
tivesse lançado mesmo teria sido noticiado e se o álbum fosse sucesso seria
ouvido.
A autora de «Não sou de Ferro», «Ndarissessa», «Mulher do Outro» e
«Vem Amor», cujas letras realçam o papel e a importância da mulher na
construção da sociedade angolana, teve o seu primeiro contacto directo com o
público numa digressão realizada no ano de 2007.
Ela pediu licença para entrar nas nossas casas e nos alegrar com a
sua linda voz, mas não voltou a pedir para se ausentar e já lá vão 4 anos.
9- Jacinto
Tchipa - « Maie-maie»
A última aparição de Jacinto Tchipa,
no Parque da Independência, depois de mais de 20 anos fora dos palcos, foi no
ano de 2009 quando o cantor procedeu a venda do CD «Sucessos», na altura o
cantor prometeu não parar, pois pretendia, ainda no mesmo ano, lançar mais um
disco com músicas inéditas. Embora tenha aparecido algumas vezes em shows que
são realizados na sua região, não apresentou até agora novas composições.
«Beiral», «Emhâla», «Maie-maie», «África»,
«Ekumbi Lianda» e «Sissi Yola», são alguns dos seus sucessos conhecidos. Já
venceu o Top dos Mais Queridos nas edições de 1988 e 1989. O músico que brilhou
nos finais dos anos 80, levando a todo o país a mensagem de esperança numa
Angola em paz, já que na altura a guerra se fazia sentir nesta parcela do
continente africano.
Jacinto Tchipa ficou também com a
missão de trabalhar com artistas que falavam a língua Nganguela e de outras
regiões do país para poder mostrar outras facetas da cultura angolana. O que
estará a fazer actualmente?
10 - Hélvio –
está sofrendo «Muxima Uamiê»
Edilson Vasco
Felício Vidal «Hélvio», foi visto pela última vez em 2004 quando procedera a
venda promocional do seu primeiro trabalho discográfico intitulado «Muxima
Uamiê». Alega-se que até os dias de hoje encontra-se «refugiado» em Portugal –
não a fazer sucesso, pois se tivesse tomaríamos conhecimento.
Natural de
Benguela, o cantor iniciou a sua carreira musical em 1995 com o estilo Hip-Hop
e Rap e participou nos projectos Zouk Love Brasil, Elite, Pausa, Cacimbos e
100% angolano. Há esta altura o seu coração deve estar a sofrer dado o facto de
que a terra de Camões não está a passar por momentos bons.
11 - Robertinho
- «Desesperado»
Robertinho
só é visto apenas no «Musongué da Tradição», algumas vezes é convidado a
cantar, noutras vezes vai assistir os colegas. Fernando Lucas da Silva, vulgo Robertinho, o Malanjino do
Quéssua, caiu no esquecimento por não ter lançado, há anos, música ou álbum
novo. Mas contudo, a sua música «Desespero» ainda desperta um certo interesse
auditivo até mesmo na camada mais jovem da sociedade.
Possuidor de um timbre vocal referenciado pela crítica como promissor, Robertinho integra, em 1970, o conjunto «Ébanos»; em 1983 juntou-se ao conjunto «Diamantes Negros», com Santocas (voz), Betinho Feijó (guitarra ritmo) e Massikoka (teclas). O primeiro single de Robertinho, que inclui o tema «Saudades de voltar a Cuba», foi gravado em 1978. Em 1984, fica em segundo lugar no Top dos Mais Queridos e em 1991, vence o Prémio Welwitchia com a canção «Desespero».
12
- Zé do Pau - «Amor do pobre»
Em
2010, em companhia da Banda Chamavo, Zé do Pau foi visto a actuar no Centro
Cultural Kilamba, pelo programa «Velhas glórias do Semba». Foi a última vez que José Farto Ferrão, vulgo «Zé do Pau», subiu ao palco
para cantar. O pobre que também ama, não lança há muitos anos música nova e há
quem diz inclusive que ele já não canta mais.
«Zé do Pau» iniciou a sua carreira
artística em Luanda, em 1970, no extinto conjunto musical «Os Corvos», como
guitarra-solo. Posteriormente, colaborou com o conjunto «Makokos do Ritmo»,
tendo participado dos trabalhos discográficos de Mila Melo e Tchinina. «Página
Rasgada do Livro da Minha Vida», é o seu primeiro single que foi sucesso
absoluto em 1976. Surgiram outros singles, nomeadamente «Apenas uma Lembrança»
e «Na outra Dimensão da Vida».
Em 1999, gravou o seu primeiro «compac
disc» com o título «Renascer». Na sequência das digressões que realizou pela
Europa e América Latina, Zé do Pau, numa tentativa de internacionalização da
sua obra, participa no concurso de música «Decouverte/2000» da Rádio France
Internacional (RFI). O autor de «Mabaia» e «Amor do Pobre» foi o vencedor da 9ª
edição do Festival de Música Popular Angolana, Variante 2001.
13
- Clara Monteiro – «Alô Benguela»
Nasceu em Luanda, no Bairro da Maianga, com um talento, intuição e propensão natural para as artes, tendências potenciadas por um ambiente familiar, equilibrado e artístico, em que as canções de embalar da mãe desempenharam um papel fundamental na formação do imaginário e da personalidade musical da cantora.
Em 86, Clara Monteiro deixa
a orquestra 1º de Maio, decide enveredar por uma carreira a solo e grava, em
89, o primeiro álbum de originais, «Alô Benguela», com as canções «Esmola», «Kunene»,
«Ser ingénua», «Ovava», «Volta», e regrava o clássico «Zito monami».
Do disco, o tema “Alô Benguela” revelou-se um estrondoso sucesso, constituindo um dos temas paradigmáticos da cantora. Seguiram-se o álbum «Luta e amor»(1997), e «Walalipo Angola» (2005), o último com 12 faixas interpretadas, de forma alternada, em português, kimbundu e umbundu. Hoje também não se sabe o paradeiro de Clara Monteiro no que concerne a música.
14 - Fedy - «Resultado injusto» para ele
Do disco, o tema “Alô Benguela” revelou-se um estrondoso sucesso, constituindo um dos temas paradigmáticos da cantora. Seguiram-se o álbum «Luta e amor»(1997), e «Walalipo Angola» (2005), o último com 12 faixas interpretadas, de forma alternada, em português, kimbundu e umbundu. Hoje também não se sabe o paradeiro de Clara Monteiro no que concerne a música.
14 - Fedy - «Resultado injusto» para ele
Também é um produto da Woofer Áudio
– parece que tem algo de errado com esta produtora, aliás o seu proprietário
também faz parte da lista dos desaparecidos em palco do SA. A última vez que Fedy
foi visto estava a autografar o disco «Resultado Justo», em 2008.
O álbum, sexto na discografia do
autor, teve a participação de vários artistas, entre os quais Betinho Feijó,
Jacinto Tchipa, Sabino Henda e a Banda Versáteis – também procurados. O autor
do «namoro de brincadeira» anda fora dos palcos por muito tempo e a maioria dos
fãs não sabe o porque.
15 - Djamila Delves - «Sou mais Eu»
Djamila Delves já conquistou o seu espaço no music-hall angolano graças ao produtor Beto Max, no âmbito das «Melomanias», juntamente com Yola Araújo e Margareth do Rosário. Em Novembro de 2003, teve a oportunidade de lançar o seu primeiro álbum a solo intitulado «Sou mais Eu». O disco «Um brinde de Amor» é o segundo da sua carreira a solo.
Em 2009, esta cantora reeditou o álbum «Sou mais eu», já que as três mil cópias efectuadas numa primeira edição não foram suficientes para satisfazer a procura. Parece que o espaço que conquistou já desapareceu, uma vez que algumas pessoas nem sequer se lembram do seu rosto nem da sua música sucesso.
16 - Os Versáteis - «Casamento» por
água a baixo
Após um longo período de ausência de lançamento de obras discográficas, devido a razões financeiras, a banda musical os Versáteis voltou, em 2006, com a apresentação do seu terceiro álbum, denominado «Da buala pra nguimbi».
Após um longo período de ausência de lançamento de obras discográficas, devido a razões financeiras, a banda musical os Versáteis voltou, em 2006, com a apresentação do seu terceiro álbum, denominado «Da buala pra nguimbi».
Fizeram uma pesquisa e recolha
daquilo que são os hábitos e costumes culturais da «buala» e levaram aos
estúdios, onde com arranjos musicalizou-os ao ritmo dos sons modernos da
kizomba, semba e rumba. A música «Mbaxi» é um dos exemplos desta adaptação. O
grupo apareceu com uma nova estrutura organizativa, composta por nove
elementos, introduziu a moda cabecinha, procurando não fugir muito ao seu
antigo estilo, marcado precisamente pela versatilidade artística.
Deste grupo, as músicas «Casamento»,
«Mônica» e «Mbaxi» ainda tocam nos convívios, mas o conjunto anda ausente dos
palcos por muito tempo. Da trajectória artística do agrupamento criado em
Novembro de 1994 constam ainda, além do CD «Da buala pra nguimbi», os álbuns «Experimentando»
e «Chegou a hora».
17 - Carlos
Lamartine - «Caminhos longos» passos curtos
Carlos
Lamartine foi visto pela última vez no Cine Atlântico, em 2007 , autografando o
CD intitulado «Caminhos Longos». Gravado no Studio T, a obra tinha dez temas
ritmados em semba, kilapanga e kizomba e contou com as participações de Caló
Pascoal, João Alexandre, Quintino, Habana Maior, Miqueias, Mias, Yéye, Neto e
Estevão Bento.
Dentre os
temas, realce para «semba prenda», «ku maiombe», «Caty» e «maka do kaiaia». A
caminho dos 57 anos, Lamartine foi um dos fundadores dos grupos «Os Kissuekeia»
e «Macacos do Ritmo», tornando-se posteriormente vocalista dos «Águias Reais».
O caminho da música é longo mas parece que este músico ficou preso nos passos
curtos – não é visto em palco.
18 - Nany –
«Merengue»
Em 2004 a cantora Ana Maria Branco «Nany»,
encontrava-se em estado delicado de saúde, chegando mesmo a ser internada e algumas
figuras públicas criaram um «SOS Nany». Depois teve de ir fora do país para
continuar o tratamento.
Em 2010 apareceu renovada e
inclusive foi homenageada na quarta edição do concurso «Divas Angola», dado o
seu contributo em prol do desenvolvimento da cultura, em particular da música
angolana. Na altura, ela enfatizou que não está «esquecida» no ramo artístico,
por parte das pessoas. (Não é o que parece!). Garantiu que poderá voltar aos
palcos nos próximos tempos, mas até o momento os seus fãs não vêem isto.
Natural de Luanda, a cantora nascida a 08 de Agosto de 1963 é autora de temas como «Merengue da Nany», «Um Amor Assim», «Diala», «Ta Kieto», neste último fez um dueto com a artista cabo-verdiana Sheila. Tem três discos no mercado, entre os quais destaca-se o «Veio de Longe».

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