Pai viola a própria filha
O progenitor foi encontrado em flagrante, pela sua esposa, a violar pela quinta vez a sua filha mais velha. A adolescente de 15 anos teve de ficar calada porque o pai ameaçava incendiar a casa com os irmãos e a mãe no interior da mesma. A contas com a justiça, o cidadão disse que não compreende como é que conseguiu fazer sexo com a própria filha e acredita que tenha sido usado pelo “demónio”
Agostinho Miguel da Rosa, de 38 anos, motorista, então morador do bairro Ângelo, zona do Belo Monte, município de Cacuaco, está a ser acusado de ter violado a primogénita, dos sete filhos que tem com Eva Gomes Manuel, de 34 anos. O cidadão já vem praticando aquele acto dentro de sua própria casa desde que a menina completou os catorze anos.
Segundo nos conta a vítima, E. Agostinho, nesta que é a quinta vez, o pai aproveitou-se a ausência da mãe, no dia 23 de Março, pelas 23h, e dirigiu-se a sala – onde a adolescente encontrava-se a dormir – e a obrigou a deitar-se na esteira. Despiu a menina e praticou a acção que só foi interrompida quando a mãe entrou na sala.
“Essa não é a primeira vez que ele faz isso. Sempre dizia que se eu contar vai incendiar a casa com todos (eu, meus irmãos e minha mãe) dentro dela”, conta a menina, que aparentava estar bem, mas que a mãe acha ser fundamental passar por um acompanhamento psicológico.
A desconfiança no pai, por parte da família, começou porque Agostinho arranjava sempre motivos de se implicar com a mulher, para que esta abandonasse a casa e ficasse a vontade com a filha. Além disso, o pai controlava todos os passos da adolescente até ao ponto de ir disfarçado à escola da mesma.
“A menina não brincava, só ficava em casa porque o pai se zangava ao lhe ver com os outros meninos. Batia a menina por tudo e por nada”, disse, Eva Gomes Manuel, a esposa que vive com ele há 18 anos e que enfatizou não existir “problemas na cama, até antes do nascimento do último filho, em Agosto do ano transacto”.
Vários outros motivos levaram a família a desconfiar do pai, dentre os quais o facto de sempre que chegasse no quarto mês de cada ano lectivo, deixava de pagar a mensalidade à escola. Outro aspecto é o facto de Augustinho não ter registado nenhum dos filhos, alegando que as meninas têm de ser registadas no Kwanza Norte (sua terra natal).
Para aclarar os factos, a família chamou Eva Manuel para uma conversa, no dia 23, e foi então que Agostinho, aproveitando-se da ausência da mãe, decidiu praticar o acto de violação. A mulher encontrou-o por cima da filha. A família da mulher, não reagiu bem à situação e agrediu fisicamente o cidadão. Por conseguinte, a mulher e os sete filhos (4 do sexo feminino e 3 do masculino) decidiram mudar de bairro e abandonar a casa.
“O pénis nem sequer entrou todo”
O pai da adolescente, Agostinho da Rosa, diante da nossa equipa de reportagem, a princípio alegava que não violou a menina, porque nem sequer houve penetração, embora tenha havido intenção para tal. Conta que apenas baixou o calção e a cueca, e quando tenciona introduzir o pénis, a menina fugiu.Acusando a menina, o cidadão reforçou que a sua filha lhe assediava muito, mostrando os seios e algumas vezes a cueca. Depois de muita conversa fiada, Agostinho disse que “tentou violar a filha, mas o pénis nem sequer entrou todo. Não é normal o pai violar a filha, certas coisas é o demónio quem faz”.
Continuou a confessar que antes de acordar a filha, acariciara e então bateu nas nádegas da adolescente. O nosso interlocutor tremia, não parava de pestanejar e gesticular, sinais que nos levam a crer que nos escondia muita coisa, além do facto de se contradizer muitas vezes. “Tem coisas que é demónio, e demónio não ataque só sob efeito do álcool, alias naquele dia nem bebi”, tentou justificar o pai, agora detido na divisão de Cacuaco.
ABRIL, 03, 2015http://opais.co.ao/pai-viola-a-propria-filha/

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