Cerca de 22 mil pessoas sofreram queimaduras em 2016
Neste momento encontram-se 2.348 pacientes internados, no único hospital do país especializado em queimaduras, num universo de 21.531 pacientes atendidos, no presente ano. Os números tendem a subir, segundo especialistas. Luanda lidera a lista, enquanto 60% dos casos vitimam crianças menores de 14 anos
Dados avançados durante a Feira da Saúde, ontem terminada, por especialistas do Hospital Neves Bendinha, também conhecido como hospital dos queimados, dão conta de um aumento assustador do número de casos de queimaduras, principalmente na cidade capital angolana. As suas causas mais comuns prendem-se com líquidos super aquecidos, nomeadamente água quente, 58% dos casos, e óleo quente com 15 % dos casos, sendo estes com mais predominância em indivíduos do sexo masculino. A especialista em saúde pública, Domingas Alberto, enfermeira no referido hospitalar há mais
Neste momento encontram-se 2.348 pacientes internados, no único hospital do país especializado em queimaduras, num universo de 21.531 pacientes atendidos, no presente ano. Os números tendem a subir, segundo especialistas. Luanda lidera a lista, enquanto 60% dos casos vitimam crianças menores de 14 anos
casos de velas e carvão que é aceso com gasolina ou álcool”, frisou. Os casos graves de queimadura do segundo ao terceiro grau são comuns, de acordo a entrevistada, em que os pacientes ficam sujeitos a contrair a infecção por septicémia. Tudo têm feito para evitar que tal aconteça, pelo que há casos em que se registam resultados positivos, em consequência da medicação administrada. As causas mais comuns de queimadura são água quente, 58% dos casos, e óleo quente com 15 %
Maioria dos casos são de Luanda Actualmente verificou-se uma redução de casos provenientes das outras províncias, porque alguns médicos locais receberam formação e, por exemplo, as províncias do Huambo, Lunda-Norte e Kwanza-Sul, já não encaminham os seus pacientes a Luanda. Portanto, os números divulgados, senão a maior parte deles, referem-se a ocorrências que se deram na cidade capital. “Os números tendem a crescer e há registos cada vez mais tristes”. Já que às vezes são todos os membros da família, pai, mãe e filhos queimados. “É muito triste perder três, quatro filhos e/ou marido. Devemos sensibilizar cada vez mais as pessoas”, sublinhou. As mães devem evitar que as crianças fiquem próximas ao local de confecção dos alimentos, uma
vez que as crianças são curiosas, por isso é importante também usar protectores nas tomadas; ter os produtos inflamáveis fora do alcance das crianças, bem como os cabos das panelas. “Desligar a botija sempre que se vai dormir, trocar o uso das velas pelo de lanternas”, são outros conselhos de Domingas Alberto. Também advoga que as pessoas que sofreram algum tipo de queimadura devem ter acompanhamento psicológico, por causa das sequelas. “Nós temos uma criança que ficou sem os dois membros porque a mãe descuidou-se, deixando a vela em cima da cama. Dentro da unidade fazemos o acompanhamento, e depois de sair é importante que se continue a acompanhá-la psicologicamente. A nossa sociedade ainda não está educada para lidar com estes tipos de casos”, rematou.
22.Dez.2016
http://opais.co.ao/cerca-de-22-mil-pessoas-sofreram-queimaduras-em-2016/

Sem comentários:
Enviar um comentário